sexta-feira, 30 de agosto de 2013

EU ACREDITO


Procuro entender a situação de nosso País: De um lado, bando de pseudos governantes e políticos que não sabem onde está o próprio nariz. 
De outro lado milhares, centenas de milhares de brasileiros descontentes, obviamente com razão, porque ninguém consegue digerir tamanha porcaria que por aí está. 
Cheguei apenas a uma conclusão básica: A indigestão faz sentido! A maioria é alvo de descaso, sempre tratada com deboche e desdem. 
Em verdade, esse País tem governo instituído, excesso de poder entregue aos despreparados e nenhuma autoridade! Nenhuma!! 
Falta neste País AUTORIDADE que é bem diferente de PODER! Quem tem e abusa do poder, é só conferir, não é capaz de enxergar além de seu próprio umbigo e só busca seus interesses pessoais.
O País ainda resiste, não pelos carcamanos já bem manjados pelo povo, nem graças aos "Politiqueiros" e, muito menos, pelas ações dos "Corporativistas que mantém descaradamente seus pares condenados nos mandatos parlamentares Câmara". 
O Brasil não resiste tampouco pelos "Expoentes travestidos de toga". Alguns bons podem até tentar cooperar outros, porém: que vergonha! 
Tenho certeza, também, que o País não vai mudar por ação daqueles mascarados que depredam e não respeitam os limites de liberdade de pessoas de bem, porque de liberdade não entendem absolutamente nada. Se entendessem e liberdade e justiça, teriam consciência que máscara é para bandidos que agem na escuridão ou para os atores que vivem em fantasia alimentando as ilusões nos palcos iluminados. 
O País resiste sofrido e aos solavancos, apenas pelo esforço do povo consciente e trabalhador que mantém sorriso e alegria, apesar das lágrimas que derrama todos os dias, ao ganhar o pão com o suor do rosto. 
Sobrevive o País por força daqueles que, com cara lavada e exposta para quem desejar vê-la, denunciam, se manifestam e resistem para não integrarem a massa pardacenta e insonsa. 
Rejeitam compor essa massa de peso morto que atola esse País nas areias movediças da involução, porque ainda lhes resta o bom senso e a sensatez. 
ENTÃO, para não ser voz que clama no deserto, é preciso mudar muita coisa. 
Mudar cada um a partir de si mesmo, ao seu redor, modificando cultura e costumes viciados nos maus modos. Cuidar de si e dos outros mais próximos com singelos atos de solidariedade. Cuidar do que pertence a todos, mesmo que não se tratem de bens de "padrão Fifa". Cuidar, acima de tudo da Natureza!
Transformar a cultura limitada do povo que se rende a cânticos de sereias (leia-se de políticos, governantes e sistemas estabelecidos) e às ações de assistencialismo de bolsas e mais bolsas (quase vazias...) que na essência e objetivo só servem para capturar e aprisionar o ser tão carente de substância humana, espiritual e voraz pela igualdade. 
Essa igualdade tão almejada, que deve ser compreendida não em escala do TER, mas de igualdade do SER: no tratamento solidário, humanitário e, em especial, na Justiça imparcial. 
As leis nesse País, nos últimos anos, estão sendo elaboradas para minorias, não importam para quais grupos e suas ideologias, mas que tragam conforto e dividendos políticos.
Tudo isso enquanto estarrecidos, milhões e milhões de brasileiros, honestos, transparentes, trabalhadores, afetos às leis de Deus e dos homens assistem, todos os dias, desmandos e injustiças que ferem o fundo do ser e do entendimento inteligente! 
Perdem o tempo aqueles que ficam a ouvir discussões menores, claramente manipuladas pelas grandes mídias e grandes instituições preocupadas apenas em abarrotar seus bolsos e alforges.
Permanece, contudo, a esperança de um País melhor se a juventude que aí está, se conscientizar de sua missão transformadora!
J. Rubens Alves 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

FELICIDADE REALISTA



Procuro  publicar apenas textos próprios. Este texto, contudo, é de Mário Quintana e tão apropriado como reflexão em nossos dias que abro exceção para reproduzi-lo:
"A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade."

Mário Quintana